domingo, 6 de fevereiro de 2011

As diferentes formas de Amar - Post ao Leitor




O amor por si só é algo gracioso, dentre suas formas e situações o bicho homem se perde... Temos o amor paterno, fraterno, materno, amor de amigo, amor por bicho, por hobby, enfim, o amor se faz por qualquer que seja a pessoa, o objeto ou simbolismo.
Para com o pai, mãe, irmãos e parentes em geral o amor é algo incomensurável, ele apenas já nasce contigo. Aquele amigo(a) de toda hora, instante, situação, vivência seja qual for esta, está ali com você. É um amor que se cultiva, apenas por nos fazer bem, sem esperar que algo lhe venha em troca pois este amor é literalmente mútuo.
Durante nosso desenvolvimento, aprendemos a apreciar coisas ou práticas que nos são agradáveis, e por estes tomamos um amor de satisfação, este amor faz parte de nosso instinto, nosso ego.
Mas existe um amor, que muitos olhares estão em volta dele, o amor carnal, aquele de mim para Você, aquele de querer dormir juntinho, de amanhecer querendo sentir um cheirinho especial, estressar o dia todo e ficar feliz por saber que há alguém a lhe esperar com um abraço, um afeto diferente daquele da Vovó, da Mamãe... este é o dito amor que o mundo parece não acreditar mais, ou ao menos o ser humano esquece que existe em plena pureza. 
Do século passado, a famosa frase “-Então mostra que me ama!?” era representada quando o pretendido lutava na guerra e voltava com as flores mais perfumadas. Junto do século, o amor ou ao menos suas formas de demonstração também evoluíram, e no século 21, a tal frase é representada pelo seguinte comportamento: “Você me ama? Então muda o perfil do Orkut/Facebook/etc... para namorando!”. Como disse William Shakespeare: “É um amor pobre aquele que se pode medir.”
Tem ainda, um amor diferente, que faz parte do mundo moderno, mas algo me diz que existe desde sempre, o amor carnal que não se resume em homem e mulher, mas que pode existir na mesma intensidade e talvez com maior pureza entre homem e homem, mulher e mulher. É o dito amor homossexual, que o meio social tanto repudia, mas em momento algum parou-se para observar como é vivenciado.
Aos olhos de muitos é repugnância, pecado, putaria, vagabundagem... observando de perto é intensidade, é verdade, é cumplicidade. O diferente assusta desde sempre, mas quando se tem algo cotidiano o convívio é sadio, basta estar aberto a isso.


“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.” Carlos Drummond de Andrade

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